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Centralidade do amor romântico

Foto do escritor: rilyn29
rilyn29
27 de ago.
1 min de leitura

Nos últimos anos, temos acompanhado um movimento de mulheres que passaram a questionar a centralidade dos relacionamentos amorosos em suas vidas. Se durante muito tempo casar e constituir uma família foram apresentados como elementos fundamentais para a realização feminina, hoje outras possibilidades começam a ganhar mais espaço.


Isso não significa deixar de desejar um relacionamento ou transformar a solitude em uma obrigação. Afinal, querer amar, compartilhar a vida e construir uma relação também pode ser um desejo genuíno. A questão talvez esteja em perceber quando a presença — ou a ausência — de um parceiro passa a determinar o valor que atribuímos à nossa própria vida.


Estar solteira não é necessariamente estar sozinha. Assim como estar em um relacionamento não é garantia de não sentir solidão.


Construir uma vida que faça sentido também passa pelos vínculos de amizade, pela família, pelo trabalho, pelos interesses pessoais, pelos projetos, pelos momentos de prazer e pela relação que desenvolvemos conosco.


Para algumas mulheres, descobrir que podem desfrutar da própria companhia é libertador. Para outras, a solidão pode ser dolorosa e despertar inseguranças, medos e questionamentos. Não existe uma única maneira correta de vivenciar esses momentos.

 
 
 

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